Política

Recorde de Gastos

Em 2016, o Brasil teve o maior volume de déficit público da história. De um governo novo, fruto de um passe de mágica congressual, esperava-se mais recato e menos despudor. O que houve foi exatamente um governo nadando na contramão dos manuais de economia. Negociou a dívida dos estados, deu mais dinheiro a todos eles, utilizou-se de rubricas velhas e gastas (medidas contra a seca, por exemplo), vergou-se às chantagens habituais dos poderes para oferecer-lhes mais recursos e concedeu ou perenizou privilégios. Com isso alargou o rombo das contas públicas e produziu o maior desastre de todos: o monumental déficit público, verdadeira hecatombe financeira. As únicas medidas de redução ou cobertura de gastos foram anunciadas em áreas cujos recursos saem dos trabalhadores, da já massacrada classe média ou do aumento de impostos (quando não da falta de correção, por exemplo, nas tabelas do Imposto de Renda sobre Pessoas Físicas). Não há mais como esconder, o país está em mãos inadequadas, com gente incapaz de governar. Alguns membros do governo ou do Parlamento são mantidos em seus cargos apesar de sobre eles recair acusações e processos, cuja morosidade no julgamento, em tramitação na alta Corte, os deixam impunes e reincidentes. Contra esses desmandos fiscais, financeiros e morais, não há solução.